Quem morre?
"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante.
Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar.
Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."
Pablo Neruda
Untitled
Nunca quiseram alguma coisa que de acordo com qualquer racionalismo é pura loucura? Alguma coisa ou alguém... Vou mas é deixar-vos com um lindo poema do nosso querido Camões. Beijinhos para todos.
Amor é fogo que arde sem se ver
Amor é fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente,
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer
É um não querer mais que bem querer,
É um andar solitário entre a gente
É um nunca contentar-se de contente,
É um cuidar que ganha em se perder
É um querer estar preso por vontade,
É servir a quem vence, o vencedor,
É ter com quem nos mata, lealdade,
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos maizade,
Se tão contrário a si mesmo é o amor?
Luis Camões
E... que cor és tu, hein?
|
Adeus ao Messenger
Depois de dois anos a usar o Messenger fartei-me. Apercebi-me da estupidez que é pensar que se pode manter as amizades através de conversas virtuais. Não há nada mais limitador do que cingir as amizades a conversas trocadas por meio electrónico. Tinha cerca de quarenta contactos e, com o tempo, fui-me apercebendo que me sentia mais sózinha. Ouvi há uns meses um homem a dizer o seguinte: "Se vocês acham que os relacionamentos se constróem através de conversas à frente do ecrã do computador, estão muito enganados. Deixem-se disso e convivam cara a cara com os vossos amigos." Cheguei agora à conclusão de que ele não poderia estar mais correcto. A internet é um meio excelente para se aceder a informação e para se proceder a outras tantas operações, mas não serve para construir relacionamentos. Não serve para aproximar as pessoas mas sim para lançá-las no cúmulo da solidão.
Por isso digo, Adeus Messenger!