agosto 10, 2004

Era uma vez

... um país longínquo que se auto-denominava o último bastião e protector da democracia. Era um país muito forte e importante porque fazia guerra contra quem queria e sem pedir autorização aos vizinhos. Era tão importante, que as riquezas dos países mais pobres lhe pertenciam.
Um dia, houve eleições e foi eleito o presidente daquele país. Só que poucas horas depois disseram que quem tinha sido eleito fora o outro candidato e não ele. O novo presidente, que não era o outro que havia vencido, elevou ainda mais alto o ceptro da democracia e provocou mais guerras e mais mortes, tudo em nome dos bons princípios cristãos e democráticos americanos.
Anos mais tarde as eleições começaram a aproximar-se e o povo, com medo que se repetisse o que havia acontecido anteriormente, pediu aos países do velho mundo que fiscalizassem o processo eleitoral do grande país democrático.
continua...

Ainda não percebi se ouvi bem... Pareceu-me ouvir que uma comissão europeia vai fiscalizar as eleições norte-americanas a pedido do partido democrático americano.
Se assim é, já é tempo dos E.U.A. darem o exemplo e de executarem no seu próprio território as medidas que fazem cumprir em países alheios. É irónico, contudo, que o país que se diz defensor da democracia sinta-se ameaçado internamente para ter de recorrer a tal medida...
Apesar de tudo, é admirável, pois é preciso coragem para se submeter a uma comissão estrangeira. Esperemos que os E.U.A. se tornem mais humildes e que não tentem abafar a comissão da mesma forma como abafaram os relatórios referentes ao suposto armamento iraquiano.

Publicado por daisy em agosto 10, 2004 06:09 PM
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