Déjà vu I
Death Penalty
Recentemente, fui ao cinema ver um filme chamado The Life of David Gale. Do brilhante realizador Alan Parker, conta com actores distintos como Kevin Spacey, Laura Linney e Kate Winslet. É um thriller emocionante com muito drama à mistura, que tenta despertar consciências contra a Death Penalty - Pena de Morte, nos Estados Unidos da América como aliás, outros filmes em vão, têm feito. Retrata, o dia-a-dia de pessoas que fazem parte de uma organização contra a pena de morte e como elas dão as suas vidas por essa causa.
Mas o melhor, é mesmo deixar a crítica do filme para os críticos, sugiro uma passagem pelo site da 7arte .
A verdade é que, ainda hoje nos E.U.A. (um país tão mais desenvolvido do que o nosso), são poucos os estados, que não contemplam a pena de morte, no seu sistema penal. Este filme que fui ver, tem uma história impressionante, que nos leva a essa realidade brutalesca, o chamado castigo máximo.
Além de moral e eticamente reprovável, esta conduta é, claramente, um caminho perigoso que nos leva até aquela máxima antiga do Zé Povinho: "Cá se fazem, cá se pagam"; ou seja, "mataste, agora também vais morrer". Meus amigos, isto não é solução.
Muitos argumentos que os Senadores de Estados utilizam para defender a pena de morte são, imagine-se, passagens da Bíblia (o livro mais lido em todo mundo). Coincidência ou não, esquecem-se sempre de mencionar um dos dez mandamentos que está na Bíblia: "Não matarás".
Quer-me parecer bem, que com tanta coisa má a acontecer em Portugal, (pedofilia, a crise financeira que Portugal atravessa, os fogos, e por aí em diante), não estamos pior que os E.U.A., o que me leva a concluir com satisfação, que não estamos tão mal como nos "pintam" os Media.
A pena de morte é uma violação incontestável dos direitos humanos, não tem desculpa, não tem argumento. É, claramente, pagar sangue com sangue.
É óbvio, que não estou de forma alguma, a defender os criminosos, assassinos e outros que tais, muito pelo contrário: acho que o lugar deles é mesmo na prisão. Tenho uma forte convicção, de que a pena de morte é um escape fácil para o criminoso: ele morre e acabou-se a história. Ao morrer, não está a ser minimamente castigado pelo que fez ao contrário do que se possa pensar.
Alguém já parou para pensar, porque é que há tanta gente a cometer suicídio nas prisões?Pois é, tal como tinha dito anteriormente, é escapatória fácil e tremendamente eficaz.
A história americana mostra-nos, que uma revolução de mentalidades não é impossível. Tomo como exemplo, o racismo que inundou outrora os E.U.A. . Vejam, o que foi a América naqueles anos e comparem com o presente momento. Não é fácil, mas também não é impossível. Mudar, é fundamental.
Como escreveu Luís Vaz de Camões: "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades" - então que mude logo a vontade e a sabedoria dos políticos que governam os destinos dos E.U.A.
Quem quiser saber mais sobre este assunto, deixo aqui alguns links de organizações contra a pena de morte e dos direitos humanos.
http://web.amnesty.org/pages/deathpenalty_index_eng
http://www.pbs.org/wgbh/pages/frontline/angel/
http://www.derechos.org/dp/
http://www.ncadp.org/
http://www.nodeathpenalty.org/
http://www.alternet.org/issues/index.html?IssueAreaID=11
http://schr.org/death-penalty-info/
P.s. Não sou anti-americano, nem odeio George W. Bush. God Bless America.

Pena de morte... Se há algo que não entendo é como é possível um país que se diz cristão tenha atitudes tão racistas e extremistas. Toda a gente sabe que a grande maioria dos condenados à morte nos EUA são ou afro-americanos ou latinos. Na altura em que o actual presidente dos EUA era governador do Texas, uma quantidade enorme de pessoas foram condenadas à morte.
Pena de morte não é uma solução. É um crime contra a vida humana.
Não sou anti-americana, mas na realidade já gostei mais dos EUA do que agora. EUA para mim são sinónimo de hipocrisia. Pura hipocrisia onde se misturam valores cristãos e valores humanistas... Deus tenha misericórdia daquele país, porque já há muito têm cometido crimes em todo o mundo... desde Hiroshima, Vietname...e finalmente Iraque...